09 dezembro 2012
Esperar ou agir?
Algumas coisas ultimamente vêm incomodando o meu coração. São coisas que eu sei que poderiam ser evitadas se eu tivesse um pingo de tolerância para a tão famosa "paciência". Só que ela não é uma palavra tão presente no meu vocabulário - e na minha vida. Talvez seja essa a solução para mim: esperar. Só que é tão difícil. Quando você já fez tanta coisa e você não sabe se deve esperar ou tentar consertar. O silêncio vai ficando cada vez mais irritante e não fazer nada para que o futuro mude me deixa com uma sensação ruim. Na tentativa de conserto, acabo complicando mais cada situação e me encontro totalmente perdida depois. Não é a toa que algumas pessoas nem se arriscam a consertar e, sim, esperar. Mas esperar não seria uma aceitação do seu presente? As coisas não se resolvem sozinhas. Tem que arriscar, não é?
Eu só queria ter dias melhores. Dias em que eu pudesse olhar e perceber o quão sortuda sou por saber fazer as coisas certas - ou então, por esperar. Mas ô coisinha complicada essa espera. O que nos resta depois de tantas dúvidas e atitudes impulsivas são sempre consequências de nossas escolhas futuras. O que me alegra é saber que todo dia Deus nos dá a chance de recomeçar e que a manhã e o sol vem para todos. Pros que esperam e pros que se arriscam e fazer o que acham certo. Afinal, o que uma pessoa é sem atitudes?
Ps: Fiquei desmotivada essa semana para postar textos novos. Ando meio pensativa por algumas coisas. Esse texto define muito minha mente durante esses dias. Vou tentar atualizar mais vezes. ♥
02 dezembro 2012
Nostalgia de um domingo
Olho na janela e o tempo, ameaçando uma garoa, está bem calminho. São 15:00h de mais um domingo. Costumávamos nesse horário e em dias como estes, conversar sobre nós. Eu te ligava e você vinha. Você bagunçava o meu cabelo, segurava a minha mão e ria das minhas piadas sem-graça. Em épocas especiais, você vinha e me dava presentes. A gente conversava sobre assuntos de A a Z. Nossa intimidade lembrava a de pessoas que se conheciam há anos. A hora passava mais rápido e então chegava a hora de você ir embora. Eu voltava pra casa, em êxtase, revivendo em pensamentos tudo o que tínhamos conversado. Como um histórico de conversas, eu conseguia me lembrar de tudo, todos os detalhes. Dos seus sorrisos, ou dos momentos de deboche. Das provocações e dos beijos também. Das frases terminadas com um abraço, ou com uma risada. E, também, das frases não ditas - que eu me arrependo de não dizer.
Eu ficava em pensamento pedindo a Deus para que a hora não passasse tão depressa assim da próxima vez que você viesse me ver. Era tão bom estar com você. Você me contava das coisas que aconteciam no seu dia-a-dia, e eu me deliciava imaginado você nessas situações. Tirávamos fotos e eu já imaginava em como elas ficariam lindas no mural do meu quarto. Mas tudo passava tão rápido. E passou. Hoje as fotos ainda continuam aqui, e você ainda está sorrindo pra mim. Seus presentes estão numa caixa, junto com os "presentes" que nunca te dei. O tempo passou, mas as provas de que você esteve comigo e fez parte da minha vida estão em destaque no meu quarto. E no meu coração. Ou então numa canção do Leoni. Você está sempre por aqui... sempre esteve.
01 dezembro 2012
Quase no fim
Primeiro de dezembro de dois mil e doze. Primeiro dia do último mês do ano. Para uns, fim de uma história, para outros, apenas o começo. O que levo de bom desse ano foi a maturidade que ganhei com situações que tive de enfrentar sozinha. Com a saudade, que sempre esteve comigo. Com a indiferença de algumas pessoas. Com frustrações - de mim, comigo mesma e com algumas pessoas. Acredito que todas vieram para somar com o amadurecimento e fortalecer meu coração pra outros momentos, em que eu já precisaria estar preparada.
Hoje o dia foi normal. Acordei, nem ao menos lembrando que já estávamos no último mês do ano. Há quem pense que o mundo acaba dia 21, mas acredito que não. O dia hoje estava diferente. Fez frio em Manaus e choveu no fim da tarde. Fiquei pensando se por onde ele estava estivesse frio também e acabei pegando num sono. Só de pensar como o começo desse ano foi horrível pra mim.
Esse ano foi o ano de adaptação. Tiraram o que eu considerava de mais valioso: meus amigos, minha família. A saudade fazia parte do meu dia-a-dia - e até hoje ela dá suas caras - e tudo o que eu sabia era chorar. Mas levo coisas boas também desse ano. Como por exemplo ter conhecido pessoas maravilhosas, que eu sei que agora posso contar. Andei muito perdida, pensando que nunca iria fazer amizade por aqui; não por não conseguir, mas por não querer interagir com ninguém, não querer me apegar. No fundo eu sabia - eu sei - que, se eu me apegar demais pelas pessoas daqui, vou morrer de saudade quando eu voltar...
Pensando bem, talvez a vida seja mesmo isso. Idas e vindas. E muita saudade. Viver então é ir a um lugar, conquistar pessoas e voltar pro seu ponto de partida com o coração lotado de saudade. É compartilhar sorrisos sem pensar no amanhã; abraçar o mais forte possível não pensando em quando largar. É gastar uma fortuna com ligações. Esperar até depois de meia-noite pra ligar pra alguém, por sair mais barato. É mandar cartas e receber também. É passar horas e horas na internet conversando com aquele alguém. Dois mil e doze me fez perceber o verdadeiro significado da vida. Perceber que algumas pessoas ficam, e outras se vão. E nem sempre as cartas que você manda são respondidas. As vezes nem são lidas...
Hoje o dia foi normal. Acordei, nem ao menos lembrando que já estávamos no último mês do ano. Há quem pense que o mundo acaba dia 21, mas acredito que não. O dia hoje estava diferente. Fez frio em Manaus e choveu no fim da tarde. Fiquei pensando se por onde ele estava estivesse frio também e acabei pegando num sono. Só de pensar como o começo desse ano foi horrível pra mim.
Esse ano foi o ano de adaptação. Tiraram o que eu considerava de mais valioso: meus amigos, minha família. A saudade fazia parte do meu dia-a-dia - e até hoje ela dá suas caras - e tudo o que eu sabia era chorar. Mas levo coisas boas também desse ano. Como por exemplo ter conhecido pessoas maravilhosas, que eu sei que agora posso contar. Andei muito perdida, pensando que nunca iria fazer amizade por aqui; não por não conseguir, mas por não querer interagir com ninguém, não querer me apegar. No fundo eu sabia - eu sei - que, se eu me apegar demais pelas pessoas daqui, vou morrer de saudade quando eu voltar...
Pensando bem, talvez a vida seja mesmo isso. Idas e vindas. E muita saudade. Viver então é ir a um lugar, conquistar pessoas e voltar pro seu ponto de partida com o coração lotado de saudade. É compartilhar sorrisos sem pensar no amanhã; abraçar o mais forte possível não pensando em quando largar. É gastar uma fortuna com ligações. Esperar até depois de meia-noite pra ligar pra alguém, por sair mais barato. É mandar cartas e receber também. É passar horas e horas na internet conversando com aquele alguém. Dois mil e doze me fez perceber o verdadeiro significado da vida. Perceber que algumas pessoas ficam, e outras se vão. E nem sempre as cartas que você manda são respondidas. As vezes nem são lidas...
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