27 novembro 2012
Rotina
Procurava atordoada por um punhado de felicidade que fizesse sua alma transbordar. Vivia para isso agora, em busca da felicidade. Como pôde pensar que era infeliz? Tinha tudo o que queria. Tinha pais maravilhosos, tinha um lar seguro e calmo, tinha seu café na mesa todas as manhãs, tinha seu cachorro, tinha seus melhores amigos. Do que mais precisava?
Ela não conseguia mais acordar e não olhar no celular na esperança de que ele a tivesse mandado um torpedo, ou uma mensagem no facebook. Era tudo tão previsível - era lógico que não. Seu coração ainda não estava acostumado e seu blog já estava começando a ficar chato de tanto que ela falava sobre saudade.
Admirava os casais de longo prazo; os que pareciam felizes independentes de brigas, ciúmes e provocações - algumas vezes até traições. Sabia que isso não era real. Sabia que mais cedo ou mais tarde eles terminariam e se manteve feliz com esse pensamento. Egoísta talvez. Não que ver a frustração alheia aumente a sua felicidade; mas aumenta o seu gosto pela vida, percebendo que ela não é a única diferente e destruidora-de-relacionamentos.
Queria mais que tudo uma mudança, uma faxina nesse seu coração. Não aguentava todos os dias as mesmas sensações, os mesmos medos e... no fim do dia, a mesma frustração: ele não está mais aqui. Na esperança de que tudo se resolva, de que não precise fazer mais esforço do que o diário, ela acorda. Mais um dia. Mais uma olhada no celular. E mais um desapontamento.
ps: Estava pensando em criar um blog literário, mas acho que não conseguiria ficar sem escrever por muito tempo. Ponho aqui tudo que tô sentindo. Lê quem quer.
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